2.11.08

Notícias da Casa - Entrevista Celso Theodoro

Este mês nosso entrevistado é o coordenador da "Campanha do Quilo e Ronda da Caridade" Celso.

SEIL: Fale-nos um pouco de você. Onde nasceu e sobre seus familiares.

Celso: Eu nasci em 1954 na cidade de Caxambu, estância hidromineral do circuito das águas de Minas Gerais. Minha família migrou para Belo Horizonte em 1964, quando minha mãe foi nomeada para um cargo no Ministério de Trabalho.


Célia Theodoro(mãe) e Celso

Nossa família pode estudar e se formar graças ao trabalho árduo de meu pai, que era garçon e minha mãe, no Ministério. Tendo estudado e formado não tive dificuldades para conseguir bons empregos durante a vida, ainda pesando-se o fato que sempre gostei de trabalhar e fui muito “esforçado”.

SEIL: Como conheceu a Sociedade Espírita Irmã Lavínia?

Celso: Em 1976, tive a felicidade de conhecer minha esposa Marta, que me levou para as reuniões no Centro. Freqüentei com assiduidade antes de casar, depois fiquei um tempo afastado. Voltei com mais vontade agora após ter aposentado.



SEIL:Sua esposa e filhos também são voluntários aqui?

Celso: Sim. A Marta e a Márcia trabalham na Campanha do Quilo e o Marcel atua como dentista no Departamento Odontológico.



SEIL: Como coordenador da campanha do quilo e ronda da caridade qual é a sua impressão pessoal sobre os trabalhos?

Celso: Os trabalhos são de uma abrangência social muito grande, pois atendem a pessoas que não tem absolutamente nada, sequer oportunidades de melhorar de vida. Para os tarefeiros não é uma tarefa fácil e somente é possível ser levada a bom termo porque eles têm no coração um genuíno desejo de ajudar ao próximo, forjado na doutrina espírita. Esse desejo forte os faz relevar situações ás vezes desagradáveis porque passam, ora na rua ora em uma residência onde possamos não ser bem recebidos.

SEIL: Como se sentiu quando seu filho começou a atender as pessoas mais carentes aqui no consultório odontológico?

Celso: Muito orgulhoso por saber que ele também se preocupa em ajudar os mais necessitados. Levamos em conta também que ele está cumprindo um desejo de um grande homem, idealizador do projeto, o Sr. Sebastião.



SEIL: Qual sua impressão pessoal do nosso fundador?
Celso: Como já disse acima, o Sr. Sebastião sempre foi um grande homem, com visão de futuro e sensibilidade para atuar no dia a dia como Presidente, com disciplina e amor. Isso fez dele uma pessoa amada por todos. Eu me sinto muito feliz por ter recebido as bênçãos do meu casamento no Centro Espírita Irmã Lavínia e pelo Sr. Sebastião, em 14 de julho de 1979.



(Bençãos de boas vindas. A esquerda o Sr. Sebastião, Francisco Theodoro, Abigail Rocha com o pequenino Marcel



A esquerda Haidée Rocha com a pequena Márcia,no centro Celso Theodoro(Pai do Celso hoje na pátria espiritual) a direita Francisco Theodoro a frente Sr. Sebastião

SEIL. O que acha que mais faltam as pessoas?

Celso: Eu não acho que existam faltas importantes nas pessoas. As pessoas tem coisas boas e coisas ruins, qualidades e defeitos, inteligência ou a falta dela, oportunidades ou não, de modo que, nós precisamos reconhecer que não somos perfeitos, encontrar e valorizar as virtudes de outros com os quais convivemos.

SEIL: Sempre o vemos nas horas vagas aqui na SEIL cuidando dos jardins limpando o gramado, sempre ajudando onde precisar, como se sente após as tarefas que faz aqui?



Celso: Desde pequeno eu gosto de canteiros. Meu sonho era ter canteiros e estufas onde eu pudesse cultivar flores e plantas. Acho que realizo um pouco do meu sonho cuidando do jardim da Casa. Além disso, eu gosto de ver a Casa bonita, de forma que as pessoas sintam também materialmente bem acolhidas. Após qualquer trabalho na Casa eu me sinto feliz e entusiasmado, nunca cansado.




SEIL: No final desta pequena entrevista fique a vontade para suas últimas considerações.

Celso: A cada dia que passa eu conheço melhor as pessoas da Casa e vejo que são boas, caridosas, trabalhadoras e com muitas virtudes positivas. Eu somente posso creditar isso aos ensinamentos do evangelho de Jesus estudado pela SEIL e, nesse sentido, acho que a Sociedade Irmã Lavínia cumpre o seu objetivo social. Espero poder continuar por muitos anos dando minha contribuição para a consecução desses objetivos.



SEIL: Todos os domingos aqui na sede da SEIL, antes da saída da campanha do quilo e as quintas-feiras da ronda da caridade é visível no semblante de nosso irmão a alegria do trabalho. Sua motivação é o saber que se doando mesmo que seja um pouquinho já será a diferença para se fazer um mundo melhor. Que Irmã Lavínia o abençoe e a entrevista de nosso irmão seja um incentivo para todas as pessoas.

26.10.08

Notícias da Casa - Semana comemorativa das crianças e dos jovens

Dando continuidade a “Semana das Crianças e dos Jovens” nesta segunda feira, nossa irmã Fernanda Gonçalves Baldi fez a palestra da noite.



Sua palestra narrava sobre a opção que é feita por cada um de nós quando nascemos, encarnando em lares que nós mesmos escolhemos, convivendo com os pais que nos ensinam os valores de crença, dignidade e noções de respeito aos nossos semelhantes.
Ressaltou o respeito, consideração e amparo que temos que ter para com nossos pais, uma vez que toda a nossa formação é possibilitada por eles.

Na quarta feira a palestra foi feita por Lídia de Sousa, que teve como tema “Honra teu pai e tua mãe”.



Lídia abordou o tema que falava sobre a importância que a família tem na educação dos jovens e as atitudes que os pais devem adotar com seus filhos, sendo elas respeitosas e firmes, mostrando os limites e as diretrizes de uma vida saudável. Esta convivência entre pais e filhos deve se realizar utilizando-se do dialogo, carinho e aplicação dos ensinamentos de Jesus., pois, assim, os jovens estarão mais preparados para uma vida mais responsável.

Na sexta-feira o jovem Vinícius Gamaliel fez sua palestra, com o tema “O jovem e os Meios de Comunicação”.



Nesta palestra foram efetuadas observações acerca das escolhas de muitos jovens que não aproveitam bem os meios de comunicação, escolhendo temas inadequados. Muitos não se preocupam em ter informações sadias e edificantes para sua vida física e espiritual, sendo que, muitos veículos de comunicação, não aproveitam a força que possuem para convidar os jovens para trabalhos de altruísmo.

No encerramento da semana dos jovens, agradecemos por esta oportunidade de conhecer um pouquinho mais de cada um deles, que como freqüentadores, um dia irão compor o corpo de administração de nossa casa sendo eles os nossos futuros dirigentes, freqüentadores, secretários, palestrantes, amigos e irmãos fraternos.

19.10.08

Notícias da casa – Semana dos Jovens e das crianças

Oi pessoal estamos de volta com muitas novidades!!!!

No dia 13 de outubro foi aberta, pelo vice-presidente Alan de Matos, a Semana Comemorativa das Crianças e dos Jovens de nossa casa.

Nossa primeira palestrante foi uma das coordenadoras da evangelização infantil, Lídia de Sousa.
Sua palestra teve como tema: A Importância da Criança no Mundo. O tema abordava a integração que as famílias precisam ter com as crianças, pois seu aprendizado começa na primeira escola que temos: a nossa casa.
Lembrou a todos que uma criança bem orientada e amada será um adulto consciente de seus deveres.

Na quarta-feira 15 de outubro, o jovem Wellington trouxe sua mensagem.

Falou que a educação espírita tem como objetivo principal a emancipação do ser humano, baseada na percepção e compreensão da sua própria natureza espiritual.
Não se trata de transformar as crianças em espíritas, trata-se apenas de torná-las pessoas mais felizes e realizadas, conscientes das leis da vida e de suas funções no universo.
Para isto, é necessário desenvolver um trabalho que atenda os campos morais, éticos, sociais, intelectuais e espirituais sendo que este trabalho envolva prática, teoria e sentimentos sem desviar dos princípios norteadores que são os ensinamentos de Cristo.


Sexta feira 17 de outubro.
Lorran de Moura fez sua primeira palestra.
Falou da importância dos pais levarem seus filhos a escolinha de evangelização. Ressaltou que e em nossos lares, nossa primeira evangelizadora é nossa mãe que, em pequenos gestos, nos ensina a agradecer pela comida que temos à mesa, pelo lar onde moramos, dividir nossos brinquedos com os coleguinhas e respeitar a todas as pessoas.
Finalizou sua pequena palestra convidando a todos para levarem suas crianças à evangelização infantil e ao unijovem.

Temos certeza que a nossa casa será muito bem cuidada no futuro, uma vez que estamos preparando nossos jovens e crianças com ensinamentos aprendidos nas palavras de Jesus.

21.9.08

Notícias da casa - Entrevista

Este mês entrevistaremos uma de nossas irmãs, Maria José Gonçalves Baldi

S.E.I.L. – Como conheceu a Sociedade Espírita Irmã Lavínia?

Maria José - Comecei a freqüentar a Casa Irmã Lavínia em 1970, através de um convite feito por um colega de serviço que era um trabalhador do corpo de médiuns desta Casa. Fui recebida pelo Sr. Sebastião Avelino Rocha, o qual me ajudou muito e me fez ver o mundo de outra forma, "com os olhos do coração", me ensinou a praticar o amor, a paciência, o perdão, a fraternidade e a caridade.


S.E.I.L. – Conte-nos um pouco da sua história em nossa casa.

Maria José – Conheci a SEIL numa época de dor, dificuldades e contrariedades no meio familiar, mas recebi muita ajuda espiritual, muitas palavras de consolo e amizade, onde através da fé fui sendo preparada para ajudar nos trabalhos da Casa junto com os irmãos de boa vontade e de nosso querido irmão Sebastião Avelino Rocha.
Em 1981, casei-me na Casa de Oração Irmã Lavínia e depois de dois anos, Deus me concedeu duas jóias, "meus filhos", um menino e uma menina.
No ano de 1989, fui morar no Estado do Pará, trabalhar em uma empresa no núcleo de Carajás, onde fiquei por 12 anos.
Em 2000, fui transferida para a cidade de Itabira-MG, com a ajuda do Sr. Sebastião e da Espiritualidade Maior, pois, sempre tive o meu pensamento voltado para a Casa de Oração.
Em 2005, voltei a morar em Belo Horizonte, ficando mais fácil o meu comparecimento às reuniões.
Hoje, sinto uma alegria imensa quando estou dentro da SEIL, uma Paz interior inexplicável, uma sensação de bem estar, principalmente quando estou ajudando nos trabalhos da Casa.



S.E.I.L. – Você conheceu os fundadores da SEIL?

Maria José – Sim, o Sr Sebastião foi um "pai" para mim; e eu tinha por ele um respeito muito grande, ele foi o meu Orientador Espiritual.
Antes de morar fora de Minas Gerais, freqüentava e participava junto da nossa saudosa Dona Geralda e com a orientação dela, dos trabalhos da Casa, tais como a campanha do quilo, a organização na hora dos passes, visitas a Hospitais, a Colônia Santa Isabel (leprosário), etc. Agradeço muito a Deus e aos Amigos Espirituais da Casa da Irmã Lavínia, a ajuda
e a oportunidade de continuar na casa, recebendo bênçãos e aprendendo cada vez mais, com a finalidade de evoluir o meu espírito.

S.E.I.L. –Se pudesse voltar no tempo, que faria diferente
desde o primeiro dia que conheceu a SEIL?

Maria José - Trabalharia mais em prol da comunidade carente e da divulgação da espiritualidade, também no desenvolvimento da mediunidade.
Acho um trabalho maravilhoso, o médium servir de elo entre a comunicação dos espíritos, tanto para os evoluídos (protetores) como para os menos esclarecidos, que também são nossos irmãos precisando de ajuda.

S.E.I.L –Como foi a experiência de fazer sua primeira palestra aqui na casa?

Maria José - Foi uma oportunidade e um bom aprendizado e para isso é fundamental deixarmos a timidez de lado, para passarmos aos nossos irmãos as mensagens e os ensinamentos do nosso Mestre Jesus, com alegria e entusiasmo, através do Evangelho e de outros livros, dentro da doutrina espírita.



S.E.I.L. – Qual a sua mensagem aos nossos leitores.

Maria José - Aos irmãos trabalhadores da Casa, é necessário que se faça a União, para a continuação dos trabalhos, com alegria, humildade, dedicação e respeito, pois, essa Casa foi e sempre será um Pronto Socorro Espiritual, onde todos os irmãos são sempre bem recebidos e ajudados.

Com esta entrevista, conhecemos mais um pouquinho de nossa querida irmã Maria José. Aguardem! Mais entrevistas com nossos irmãos da SEIL.

14.9.08

Nova Decoração da S.E.I.L.

Nossa casa esta mais bonita.
Com a ajuda de alguns irmãos, a decoração da casa está com novo visual.





Novos arranjos de flores para a mesa e as prateleiras laterais ganharam novos vasos de lindas folhagens.


Toalhas novas, branquinhas, que com certeza continuaram sendo muito bem cuidadas pela equipe de conservação.



Nossa casa está linda!!!!
Venham nos visitar, estamos esperando por você! Quando caminhamos nesta doutrina de amor, queremos caminhar juntos, estamos unidos sob a proteção de nossa patrona Irmã Lavínia e, com ideais de desenvolvimento, evolução, amor e fraternidade vamos ao encontro de Deus.

7.9.08

Treinamento de novos palestrantes

Dando continuidade ao treinamento de novos palestrantes, dia 29 de agosto nossa querida irmã Joselina Ferreira de Moura.
Adepta da Doutrina espírita e freqüentadora da Casa há 2 anos, conheceu a Casa da Irmã Lavínia através de nossa irmã Claudia Hermenegildo, que também é freqüentadora.

Fez a palestra da noite através do “Evangelho Segundo Espiritismo” tendo como tema o Capítulo XIX - A Fé Transporta Montanhas.

Com muita serenidade, não parecia nova palestrante, expôs com palavras simples e objetivas que chegaram com muita emoção aos nossos corações.
Segundo seu depoimento, apesar de serem apenas dois anos que está na SEIL se considera como se fosse parte da família há muito tempo. Agradece a Deus pela oportunidade dessa nova caminhada e pede para que possa continuar trilhando sempre o caminho do bem junto com toda a família e irmãos.

E é assim meus irmãos, não importa o tempo que participamos desta casa, o importante é o amor que trazemos e compartilhamos. A cada desabrochar de um novo tarefeiro, a SEIL se enche de orgulho, pois sabe que como uma pequenina escola das palavras de Jesus, seus alunos absorvem o conhecimento e o repassam com doçura e humildade.

31.8.08

Festa de Aniversário "Ronda da Caridade"

No dia 28 de agosto a Campanha do Café com Leite comemorou o aniversário dos nossos irmãos voluntários.

Bolo, salgadinhos, alegria e muitos sorrisos.
E o melhor de tudo: a oportunidade de estarmos juntos novamente.


Uma canção, o ritmo de uma doce batida do coração, o pulsar da emoção em nossos espíritos, compartilhar cada passo de nossos irmãos. Sabendo que estamos juntos guardados no coração de cada um.

Feliz aniversário e que nossa patrona ilumine a todos nós.
SEIL

16.8.08

Abertura da semana comemorativa de 56 anos da SEIL



Segunda feira dia 21 de julho de 2008, teve início a semana comemorativa dos 56 anos de nossa casa de oração. Nosso irmão presidente abriu a semana com a oração e convidou para que todos pudessem comparecer a todas as reuniões, pois seria uma semana de atividades voltadas para comemorações, com palestras e depoimentos sobre a casa.

O Coral Irmã Lavínia cantou o Hino de abertura.

Em seguida nosso irmão João Gomes de Oliveira falou sobre os 56 anos de fundação, onde relatou em algumas pinceladas, várias estórias da casa, pois em 56 existem muitas coisas para se contar.

Entre algumas histórias contou que a primeira reunião foi na Rua Dourados em uma edificação de condições muito precárias, com paredes feitas de adobe. Com o tempo e com esforço dos irmãos, cada um ajudando um pouco, foi possível comprar o lote onde é hoje nossa sede. Contou sobre a luta para construir o alicerce e as primeiras paredes. Falou sobre o local que por ser muito pedregoso não tiveram sucesso em abrir cisternas e muitas irmãs de boa vontade carregaram latas d’água na cabeça para encher os tambores no dia de começar as obras. O material que não podia ser colocado na porta, pois não se tinha acesso fácil a ela, era descarregado na rua próxima e os irmãos carregavam nas latas ou carrinhos de mão. Muitos de nós não sabíamos que as primeiras paredes foram erguidas com muita dificuldade, pois à frente do imóvel existia um aglomerado e muitos moradores temiam o progresso que uma casa de oração ali localizada poderia trazer. Nossos fundadores e freqüentadores por vezes eram ameaçados espiritualmente e fisicamente, mas, felizmente, por ser uma semente de amor e fraternidade foi cultivada sobe a proteção de Deus. Contou também que sempre foram escassos os recursos e as obras eram sempre feitas em mutirão pelos freqüentadores. Naquela época algumas pessoas tinham medo de falar que iam a uma reunião espírita, pois o preconceito e a falta de informação que envolvia a doutrina espírita eram grandes. Lembrou da criação da campanha do quilo em que eram mal recebidos pelos moradores que, na sua maioria católica, não acreditavam na seriedade do trabalho. Relatou ainda que nossas cadeiras foram compradas de 2ª mão e pagas em pequenas parcelas. Falou da sopa que era feita para distribuição aos mais necessitados, das melhorias do espaço físico e, principalmente, lembrou que a união de todos os freqüentadores foi fundamental para o desenvolvimento dos trabalhos, pois sem a ajuda de todos, com muito desprendimento, não teria sido possível erguer esta casa.

Em seguida nosso irmão Marcílio falou da importância que a SEIL tem em sua vida e de seus familiares, da gratidão pessoal que sente pelos fundadores e lembrou fatos de sua adolescência (que em entrevista futura relataremos).


Assim foi meus irmãos o primeiro dia de comemorações de aniversário da SEIL.

Festividades de aniversário SEIL-

O segundo dia de festividades da SEIL foi aberto pelo dirigente da reunião nosso irmão Vicente Araújo.Ele abriu os trabalhos falando da doutrinação dos espíritos que precisa ser um trabalho de amor e compreensão, pois, muitos destes espíritos ainda não sabem de sua condição de desencarnados. E no trabalho de esclarecimento destes irmãos a compreensão é fundamental. Falou dos 56 anos da casa, que muitas pessoas freqüentam, mas não se dão conta da grandiosidade dos trabalhos e como é difícil a lida com tantas diferenças materiais e espirituais. Muitas pessoas chegam, assistem as reuniões, mas desconhecem as dificuldades que nossos fundadores tiveram nos primeiros tempos, onde os espíritos por não terem muitos lugares para suas comunicações eram mais endurecidos pela revolta por não conhecerem as condições que se encontravam. Que hoje, como a doutrina espírita é mais conhecida e pela curiosidade das pessoas de se informarem mais sobre outras existências, muitos espíritos ainda se encontram confusos, mas aceitam os aconselhamentos com mais brandura.

Logo em seguida passou a palavra ao nosso irmão presidente que apresentou as nossas visitantes da “AME-BH Regional Sudeste” Beatriz Martins e Cristina Castilho.

Em seguida fez a palestra da noite. Relatou sobre a fundação da casa que é um marco colocado em nossos caminhos. Falou sobre as modestas condições da 1ª casa na Rua Dourados, pequena edificação feita de odobe e coberta com folhas de zinco. Contou que como ele chegou muito pequeno a freqüentar a casa, achava tudo muito estranho e tinha medo do barulho das folhas de zinco quando ventava. Ressaltou da disciplina que era exigida pelo Sr. Sebastião ao dirigir a casa de oração e que muitos adultos e crianças se tornaram seus filhos do coração pois, o consideravam como um pai. Citou que no começo às quintas-feiras se faziam as visitas aos lares levando a evangelização e apoio espiritual. Relembrou que muitas pessoas vinham a casa fazer perguntas sobre assuntos que nada tinham de cunho espiritual. Falou dos cursos de passes ministrados pela SEIL e o incentivo para que os médiuns se instruíssem nas leituras sobre o trabalho mediúnico, para que possam oferecer um trabalho de amor e consciente do que é mediunidade.

Nosso irmão também falou que a doutrinação era feita durante as reuniões públicas, onde apenas um ou dois espíritos eram atendidos, mas, há algum tempo mudaram para fazer a doutrinação as terças-feiras também no horário de 20:00 às 21:00 dando oportunidade a atender mais irmãos a caminho da luz. Citou que estamos fazendo treinamentos de novos doutrinadores para que possamos ter mais obreiros nesta tarefa.Em seguida passou a palavra aos presentes.Nossas visitantes da Regional sudeste parabenizaram a todos pelos 56 anos da casa.


Marcílio, Edemirse, Maria Galdino, Marlene, todos pediram a palavra e em todos os depoimentos fizeram menção à gratidão ao carinho, apoio e atenção que receberam dos fundadores Sr. Sebastião e Dona Geralda. Nosso irmão Vicente terminou a reunião pedindo que todos elevassem seus pensamentos a Irmã Lavínia que ouviria nossas súplicas e as levaria até nosso pai que com certeza no momento certo nos concederia.

Festividades de aniversário SEIL-

Nosso irmão Jairo Correa abriu a reunião com a oração. Logo em seguida passou a palavra ao Alan de Matos que leu o Evangelho Segundo o Espiritismo no capítulo XVIII: A porta estreita. Em seguida Jairo falou que entre os freqüentadores de muitas casas espíritas existem divisões como departamentos e que a nossa casa é freqüentada por irmãos que, em sua maioria, vem por amor e por isso sentem prazer de estar aqui e que ao passar pelos portões de entrada sentem que estão em família. Falou do trabalho que cada um desempenha com alegria. Disse também que a vibração dos espíritos iluminados está sempre presente nos amparando.

Passou a palavra ao nosso irmão Presidente que disse que muitas pessoas também procuram as casas espíritas pela dor e logo que se sentem curados as abandonam, mas, muitos ficam, pois a gratidão as faz ver que o caminho é bom e se tornam freqüentadores constantes. Falou que as casas espíritas devem ser simples, sem luxo, mas que precisam de algum conforto para que todos se sintam aconchegados. Falou também sobre a caridade em que todos têm que ter ao falar, pois, a palavra de um aprendiz da doutrina espírita tem que ser de estimulo, de apoio para que todos possam evoluir juntos. Lembrou da passagem evangélica do capitulo XVII “Parábola do Semeador” que temos que plantar o bem para que possamos colher os frutos do bem.

Nossa irmã do “Grupo de Senhoras Irmã Maria Luíza” contou a história do grupo desde a sua primeira reunião. Falou do carinho dos fundadores e de sua primeira coordenadora Dona Geralda. Falou dos projetos futuros, dos sonhos, da vontade de trabalhar que todas têm. Que são senhoras de boa vontade que com alegria comparecem as reuniões e nos momentos de tristeza de algumas delas se apóiam como verdadeiras irmãs. Ao terminar sua palestra rogou à patrona do grupo Irmã Maria Luíza e a Irmã Lavínia que proteja e ampare a todos nós.

Logo em seguida o coordenador da Campanha do Quilo e Ronda da Caridade também fez uma pequena palestra. Falou que a Ronda da Caridade, idealizada pelo Sr. Sebastião há mais de 16 anos, distribui café com leite e pão com manteiga aos moradores de rua. Esclareceu que o custeio da tarefa é feito com o orçamento da casa muitos contribuem com um valor fixo mensal, outros trazem leite, café ou açúcar. Que as embalagens plásticas, os copos e parte dos pães são doados por irmãos freqüentadores. Falou da preparação do lanche que é feito por irmãs de boa vontade que após as tarefas domésticas comparecem com carinho para cuidar de nossos irmãos moradores de rua e de tarefeiros que saem para distribuição nas ruas e que, mesmo cansados de seus trabalhos durante o dia, em seus semblantes não se refletem, pois, trazem o amor aos seus semelhantes no coração.

Falou também da Campanha do quilo, das famílias que são assistidas, que no segundo domingo do mês elas levam suas cestas com o trabalho dos campanheiros que saem de suas casas bem cedinho para estarem antes das 09:00 horas na SEIl. Levam consigo um sorriso, um abraço fraterno a cada casa que visitam. Falou também do trabalho da despensa, do cuidado em selecionar os alimentos, verificar as datas de validade, fazer uma rigorosa inspeção para que todas as cestas tenham quantidade e qualidade.
Finalmente, lembrou que nesse momento de alegria e confraternização era importante agradecer a oportunidade do trabalho e agradecer a todos que de alguma forma ajudam levar a bom termo estas tarefas.Em seguida o irmão presidente agradeceu a presença do “Venerável Mestre” Osvaldo Lemos, da loja maçônica “Obreiros da Justiça e Paz” e ofereceu a palavra a todos

Nosso irmão coordenador da Ronda da Caridade e Campanha do quilo pediu a palavra, contou que sempre participou de todas as festas e coordena as campanhas com muito carinho, que se sente feliz por ter se casado e recebido as benções matrimoniais em cerimônia feita por seu sogro Sr. Sebastião e que seus filhos ali receberam os mais preciosos ensinamentos do Evangelho de Jesus.
Nossa reunião terminou com a oração feita pelo irmão Jairo. E a alegria e contentamento estavam em cada olhar, em cada sorriso, em cada abraço.

Semana de festividades SEIL -Sala da Saúde

Dando continuidade a semana de aniversário da SEIL, nosso Irmão Vicente Gamaliel abriu a reunião com a oração. Falou a todos da necessidade de se ter bons pensamentos em todos os aspectos de nossas vidas, pois nosso pensamento é a causa, na maioria das vezes, de nossas doenças por que são geradas no nosso periespírito. Pediu que todos se preparassem para os trabalhos de ajuda ao corpo físico e espiritual. Em seguida passou a palavra ao irmão Presidente que lembrou que as curas espirituais em nossa casa existem desde a fundação, mas não havia um grupo específico ou um dia da semana destinado apenas a esta tarefa.
Contou que nosso irmão fundador o Sr. Sebastião, um dia chegou até ele e falou que estava pensando em formar uma equipe de trabalhadores que se dispusesse a ter um dia da semana para trabalhar com as curas espirituais. Nosso irmão elogiou a idéia da nova tarefa e o Sr. Sebastião perguntou a ele:E você sabe quem vai cuidar desta tarefa? Será você! Nosso irmão a principio não se achou capaz de desenvolver este trabalho, mas com o passar do tempo o chamado da espiritualidade para se formar o grupo e iniciar a nova tarefa foi imperativo. Então, passou a visitar outras casas espíritas para se informar e estudar como eram feitos os atendimentos. Nosso irmão João Barboza teve a idéia de chamar o irmão Vicente Gamaliel que há muito também queria participar do trabalho nesta área.

Vicente contou a todos que a partir de estudos, comparecimentos em outras casas e manifestações, junto com outros irmãos também chamados para a tarefa foram se familiarizando com a idéia de um grupo de médiuns voltados para o atendimento aos males físicos. Pesquisando na literatura, em reuniões semelhantes e com os atendimentos de diversas reuniões, formou-se um perfil do trabalhador e do trabalho a ser realizado.
Foram reunidos e adequados vários textos em uma apostila, foi montado um grupo de pessoas que, por 2 meses realizou reuniões de estudo, treinamento e ajustes para determinar como realizados os atendimentos.

Disse também que: A Cura pelo procedimento mediúnico não é fim, é meio. É um veículo benéfico que estimula o homem a despertar sua consciência para os deveres e responsabilidades do espírito imortal. A matéria de um espírito são ou de um doente tem a mesma origem e formação. Somos moléculas ajuntadas pelo amor de Deus, que se revela na forma do Bem. As melhorias ocorrem em quase todos os casos. Mas a cura vai depender de como o restante de nosso viver vai se modificar. Hoje o médium é parceiro da espiritualidade. Ele e os guiam têm objetivos comuns que vão além de resgates e provas. São ferramentas que o Pai opera com o objetivo de trazer o bem e melhorar toda a vida no planeta. O resgate e evolução, seja do guia ou do médium, se darão naturalmente, conseqüência do bem distribuído. Disse o Cristo: “meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem”. Todo bem deve ser feito apenas pelo bem. Portanto somos um grupo de iguais, que agradecem ao Pai tamanha oportunidade. Nosso ambiente é de entrega, generosidade, onde todos cuidam de todos e são felizes pelo grupo onde trabalham. Tal como as primeiras casas da Igreja de Pedro, a casa é do Pai e os doentes são seus filhos. Cabe-nos apenas agradecer por poder participar desta maravilha. O estudo e aprendizado não cessaram. Continuamos a buscar conhecimento, evangelização e evolução. Estamos muito melhores que no início. O conjunto de tudo isto produz em nós primeiramente e nos outros efeitos maravilhosos.

Vicente terminou a pequena palestra agradecendo a todos que participaram da idealização da construção da casa e do trabalho que viu de perto dos fundadores e a oportunidade de trabalho que desenvolve junto de sua equipe de trabalhadores.