16.8.08

Abertura da semana comemorativa de 56 anos da SEIL



Segunda feira dia 21 de julho de 2008, teve início a semana comemorativa dos 56 anos de nossa casa de oração. Nosso irmão presidente abriu a semana com a oração e convidou para que todos pudessem comparecer a todas as reuniões, pois seria uma semana de atividades voltadas para comemorações, com palestras e depoimentos sobre a casa.

O Coral Irmã Lavínia cantou o Hino de abertura.

Em seguida nosso irmão João Gomes de Oliveira falou sobre os 56 anos de fundação, onde relatou em algumas pinceladas, várias estórias da casa, pois em 56 existem muitas coisas para se contar.

Entre algumas histórias contou que a primeira reunião foi na Rua Dourados em uma edificação de condições muito precárias, com paredes feitas de adobe. Com o tempo e com esforço dos irmãos, cada um ajudando um pouco, foi possível comprar o lote onde é hoje nossa sede. Contou sobre a luta para construir o alicerce e as primeiras paredes. Falou sobre o local que por ser muito pedregoso não tiveram sucesso em abrir cisternas e muitas irmãs de boa vontade carregaram latas d’água na cabeça para encher os tambores no dia de começar as obras. O material que não podia ser colocado na porta, pois não se tinha acesso fácil a ela, era descarregado na rua próxima e os irmãos carregavam nas latas ou carrinhos de mão. Muitos de nós não sabíamos que as primeiras paredes foram erguidas com muita dificuldade, pois à frente do imóvel existia um aglomerado e muitos moradores temiam o progresso que uma casa de oração ali localizada poderia trazer. Nossos fundadores e freqüentadores por vezes eram ameaçados espiritualmente e fisicamente, mas, felizmente, por ser uma semente de amor e fraternidade foi cultivada sobe a proteção de Deus. Contou também que sempre foram escassos os recursos e as obras eram sempre feitas em mutirão pelos freqüentadores. Naquela época algumas pessoas tinham medo de falar que iam a uma reunião espírita, pois o preconceito e a falta de informação que envolvia a doutrina espírita eram grandes. Lembrou da criação da campanha do quilo em que eram mal recebidos pelos moradores que, na sua maioria católica, não acreditavam na seriedade do trabalho. Relatou ainda que nossas cadeiras foram compradas de 2ª mão e pagas em pequenas parcelas. Falou da sopa que era feita para distribuição aos mais necessitados, das melhorias do espaço físico e, principalmente, lembrou que a união de todos os freqüentadores foi fundamental para o desenvolvimento dos trabalhos, pois sem a ajuda de todos, com muito desprendimento, não teria sido possível erguer esta casa.

Em seguida nosso irmão Marcílio falou da importância que a SEIL tem em sua vida e de seus familiares, da gratidão pessoal que sente pelos fundadores e lembrou fatos de sua adolescência (que em entrevista futura relataremos).


Assim foi meus irmãos o primeiro dia de comemorações de aniversário da SEIL.

Festividades de aniversário SEIL-

O segundo dia de festividades da SEIL foi aberto pelo dirigente da reunião nosso irmão Vicente Araújo.Ele abriu os trabalhos falando da doutrinação dos espíritos que precisa ser um trabalho de amor e compreensão, pois, muitos destes espíritos ainda não sabem de sua condição de desencarnados. E no trabalho de esclarecimento destes irmãos a compreensão é fundamental. Falou dos 56 anos da casa, que muitas pessoas freqüentam, mas não se dão conta da grandiosidade dos trabalhos e como é difícil a lida com tantas diferenças materiais e espirituais. Muitas pessoas chegam, assistem as reuniões, mas desconhecem as dificuldades que nossos fundadores tiveram nos primeiros tempos, onde os espíritos por não terem muitos lugares para suas comunicações eram mais endurecidos pela revolta por não conhecerem as condições que se encontravam. Que hoje, como a doutrina espírita é mais conhecida e pela curiosidade das pessoas de se informarem mais sobre outras existências, muitos espíritos ainda se encontram confusos, mas aceitam os aconselhamentos com mais brandura.

Logo em seguida passou a palavra ao nosso irmão presidente que apresentou as nossas visitantes da “AME-BH Regional Sudeste” Beatriz Martins e Cristina Castilho.

Em seguida fez a palestra da noite. Relatou sobre a fundação da casa que é um marco colocado em nossos caminhos. Falou sobre as modestas condições da 1ª casa na Rua Dourados, pequena edificação feita de odobe e coberta com folhas de zinco. Contou que como ele chegou muito pequeno a freqüentar a casa, achava tudo muito estranho e tinha medo do barulho das folhas de zinco quando ventava. Ressaltou da disciplina que era exigida pelo Sr. Sebastião ao dirigir a casa de oração e que muitos adultos e crianças se tornaram seus filhos do coração pois, o consideravam como um pai. Citou que no começo às quintas-feiras se faziam as visitas aos lares levando a evangelização e apoio espiritual. Relembrou que muitas pessoas vinham a casa fazer perguntas sobre assuntos que nada tinham de cunho espiritual. Falou dos cursos de passes ministrados pela SEIL e o incentivo para que os médiuns se instruíssem nas leituras sobre o trabalho mediúnico, para que possam oferecer um trabalho de amor e consciente do que é mediunidade.

Nosso irmão também falou que a doutrinação era feita durante as reuniões públicas, onde apenas um ou dois espíritos eram atendidos, mas, há algum tempo mudaram para fazer a doutrinação as terças-feiras também no horário de 20:00 às 21:00 dando oportunidade a atender mais irmãos a caminho da luz. Citou que estamos fazendo treinamentos de novos doutrinadores para que possamos ter mais obreiros nesta tarefa.Em seguida passou a palavra aos presentes.Nossas visitantes da Regional sudeste parabenizaram a todos pelos 56 anos da casa.


Marcílio, Edemirse, Maria Galdino, Marlene, todos pediram a palavra e em todos os depoimentos fizeram menção à gratidão ao carinho, apoio e atenção que receberam dos fundadores Sr. Sebastião e Dona Geralda. Nosso irmão Vicente terminou a reunião pedindo que todos elevassem seus pensamentos a Irmã Lavínia que ouviria nossas súplicas e as levaria até nosso pai que com certeza no momento certo nos concederia.

Festividades de aniversário SEIL-

Nosso irmão Jairo Correa abriu a reunião com a oração. Logo em seguida passou a palavra ao Alan de Matos que leu o Evangelho Segundo o Espiritismo no capítulo XVIII: A porta estreita. Em seguida Jairo falou que entre os freqüentadores de muitas casas espíritas existem divisões como departamentos e que a nossa casa é freqüentada por irmãos que, em sua maioria, vem por amor e por isso sentem prazer de estar aqui e que ao passar pelos portões de entrada sentem que estão em família. Falou do trabalho que cada um desempenha com alegria. Disse também que a vibração dos espíritos iluminados está sempre presente nos amparando.

Passou a palavra ao nosso irmão Presidente que disse que muitas pessoas também procuram as casas espíritas pela dor e logo que se sentem curados as abandonam, mas, muitos ficam, pois a gratidão as faz ver que o caminho é bom e se tornam freqüentadores constantes. Falou que as casas espíritas devem ser simples, sem luxo, mas que precisam de algum conforto para que todos se sintam aconchegados. Falou também sobre a caridade em que todos têm que ter ao falar, pois, a palavra de um aprendiz da doutrina espírita tem que ser de estimulo, de apoio para que todos possam evoluir juntos. Lembrou da passagem evangélica do capitulo XVII “Parábola do Semeador” que temos que plantar o bem para que possamos colher os frutos do bem.

Nossa irmã do “Grupo de Senhoras Irmã Maria Luíza” contou a história do grupo desde a sua primeira reunião. Falou do carinho dos fundadores e de sua primeira coordenadora Dona Geralda. Falou dos projetos futuros, dos sonhos, da vontade de trabalhar que todas têm. Que são senhoras de boa vontade que com alegria comparecem as reuniões e nos momentos de tristeza de algumas delas se apóiam como verdadeiras irmãs. Ao terminar sua palestra rogou à patrona do grupo Irmã Maria Luíza e a Irmã Lavínia que proteja e ampare a todos nós.

Logo em seguida o coordenador da Campanha do Quilo e Ronda da Caridade também fez uma pequena palestra. Falou que a Ronda da Caridade, idealizada pelo Sr. Sebastião há mais de 16 anos, distribui café com leite e pão com manteiga aos moradores de rua. Esclareceu que o custeio da tarefa é feito com o orçamento da casa muitos contribuem com um valor fixo mensal, outros trazem leite, café ou açúcar. Que as embalagens plásticas, os copos e parte dos pães são doados por irmãos freqüentadores. Falou da preparação do lanche que é feito por irmãs de boa vontade que após as tarefas domésticas comparecem com carinho para cuidar de nossos irmãos moradores de rua e de tarefeiros que saem para distribuição nas ruas e que, mesmo cansados de seus trabalhos durante o dia, em seus semblantes não se refletem, pois, trazem o amor aos seus semelhantes no coração.

Falou também da Campanha do quilo, das famílias que são assistidas, que no segundo domingo do mês elas levam suas cestas com o trabalho dos campanheiros que saem de suas casas bem cedinho para estarem antes das 09:00 horas na SEIl. Levam consigo um sorriso, um abraço fraterno a cada casa que visitam. Falou também do trabalho da despensa, do cuidado em selecionar os alimentos, verificar as datas de validade, fazer uma rigorosa inspeção para que todas as cestas tenham quantidade e qualidade.
Finalmente, lembrou que nesse momento de alegria e confraternização era importante agradecer a oportunidade do trabalho e agradecer a todos que de alguma forma ajudam levar a bom termo estas tarefas.Em seguida o irmão presidente agradeceu a presença do “Venerável Mestre” Osvaldo Lemos, da loja maçônica “Obreiros da Justiça e Paz” e ofereceu a palavra a todos

Nosso irmão coordenador da Ronda da Caridade e Campanha do quilo pediu a palavra, contou que sempre participou de todas as festas e coordena as campanhas com muito carinho, que se sente feliz por ter se casado e recebido as benções matrimoniais em cerimônia feita por seu sogro Sr. Sebastião e que seus filhos ali receberam os mais preciosos ensinamentos do Evangelho de Jesus.
Nossa reunião terminou com a oração feita pelo irmão Jairo. E a alegria e contentamento estavam em cada olhar, em cada sorriso, em cada abraço.

Semana de festividades SEIL -Sala da Saúde

Dando continuidade a semana de aniversário da SEIL, nosso Irmão Vicente Gamaliel abriu a reunião com a oração. Falou a todos da necessidade de se ter bons pensamentos em todos os aspectos de nossas vidas, pois nosso pensamento é a causa, na maioria das vezes, de nossas doenças por que são geradas no nosso periespírito. Pediu que todos se preparassem para os trabalhos de ajuda ao corpo físico e espiritual. Em seguida passou a palavra ao irmão Presidente que lembrou que as curas espirituais em nossa casa existem desde a fundação, mas não havia um grupo específico ou um dia da semana destinado apenas a esta tarefa.
Contou que nosso irmão fundador o Sr. Sebastião, um dia chegou até ele e falou que estava pensando em formar uma equipe de trabalhadores que se dispusesse a ter um dia da semana para trabalhar com as curas espirituais. Nosso irmão elogiou a idéia da nova tarefa e o Sr. Sebastião perguntou a ele:E você sabe quem vai cuidar desta tarefa? Será você! Nosso irmão a principio não se achou capaz de desenvolver este trabalho, mas com o passar do tempo o chamado da espiritualidade para se formar o grupo e iniciar a nova tarefa foi imperativo. Então, passou a visitar outras casas espíritas para se informar e estudar como eram feitos os atendimentos. Nosso irmão João Barboza teve a idéia de chamar o irmão Vicente Gamaliel que há muito também queria participar do trabalho nesta área.

Vicente contou a todos que a partir de estudos, comparecimentos em outras casas e manifestações, junto com outros irmãos também chamados para a tarefa foram se familiarizando com a idéia de um grupo de médiuns voltados para o atendimento aos males físicos. Pesquisando na literatura, em reuniões semelhantes e com os atendimentos de diversas reuniões, formou-se um perfil do trabalhador e do trabalho a ser realizado.
Foram reunidos e adequados vários textos em uma apostila, foi montado um grupo de pessoas que, por 2 meses realizou reuniões de estudo, treinamento e ajustes para determinar como realizados os atendimentos.

Disse também que: A Cura pelo procedimento mediúnico não é fim, é meio. É um veículo benéfico que estimula o homem a despertar sua consciência para os deveres e responsabilidades do espírito imortal. A matéria de um espírito são ou de um doente tem a mesma origem e formação. Somos moléculas ajuntadas pelo amor de Deus, que se revela na forma do Bem. As melhorias ocorrem em quase todos os casos. Mas a cura vai depender de como o restante de nosso viver vai se modificar. Hoje o médium é parceiro da espiritualidade. Ele e os guiam têm objetivos comuns que vão além de resgates e provas. São ferramentas que o Pai opera com o objetivo de trazer o bem e melhorar toda a vida no planeta. O resgate e evolução, seja do guia ou do médium, se darão naturalmente, conseqüência do bem distribuído. Disse o Cristo: “meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem”. Todo bem deve ser feito apenas pelo bem. Portanto somos um grupo de iguais, que agradecem ao Pai tamanha oportunidade. Nosso ambiente é de entrega, generosidade, onde todos cuidam de todos e são felizes pelo grupo onde trabalham. Tal como as primeiras casas da Igreja de Pedro, a casa é do Pai e os doentes são seus filhos. Cabe-nos apenas agradecer por poder participar desta maravilha. O estudo e aprendizado não cessaram. Continuamos a buscar conhecimento, evangelização e evolução. Estamos muito melhores que no início. O conjunto de tudo isto produz em nós primeiramente e nos outros efeitos maravilhosos.

Vicente terminou a pequena palestra agradecendo a todos que participaram da idealização da construção da casa e do trabalho que viu de perto dos fundadores e a oportunidade de trabalho que desenvolve junto de sua equipe de trabalhadores.

Encerramento das festividades de aniversário

25 de julho 2008. Chegamos ao último dia de comemorações de aniversário de fundação da Sociedade Espírita Irmã Lavínia - SEIL.
A dirigente da reunião abriu os trabalhos da noite com a oração, em seguida fez pequeno comentário sobre a fundação da casa: Uma casa idealizada e construída sobre as bases da fraternidade e do amor. Uma obra edificada com o envolvimento de tantas pessoas voltadas para o amor ao próximo só poderia chegar aos 56 anos com muita alegria, trabalho e dedicação a todos.

Em um lugar onde muitas pessoas se encontram existem muitas diferenças de personalidades, de pensamentos; mas apesar das diferenças todos se harmonizam pelo amor. Quando abraçamos um ideal onde a fraternidade está no coração de todos, estamos procurando seguir a palavra de nosso pai “Amar a teu próximo como eu vos amei”. Em seguida passou a palavra ao presidente da SEIL.

Nosso irmão falou sobre a alegria que todos sentem ao se encontrarem na casa. Que algumas pessoas quando reclamam de estar deprimido, o remédio que ele aconselha é abraçar uma tarefa, pois, o trabalho de ajuda aos outros é o que lhes falta. Quando ajudamos a alguém somos os primeiros a ser beneficiados. Falou da casa com muito carinho, da qual nosso irmão é freqüentador desde pequenino.
O coral se apresentou emocionando a todos. Homens e mulheres de boa vontade que no seu cantar exprimem seu amor a nossa tão amada Irmã Lavínia. A emoção ao se ouvir a música “Lindo Presente” foi sentida tão dentro de nossos corações que nos lembramos de nossa irmã Dona Geralda, e a pedido do filho do fundador foi repetida mais uma vez.

Em Seguida passou a palavra para a coordenadora do bazar que falou sobre todos os departamentos de trabalho da casa. Do serviço feito com amor pelas voluntárias que fazem a limpeza da casa, da evangelização infantil, grupo de jovens, atendimento fraterno, preparação do café com leite, falou de todos os grupos e da dedicação com que todos comparecem a SEIL.

Em uma singela homenagem Dona Julieta recebeu uma placa comemorativa em memória do fundador da SEIL Sr. Sebastião Avelino Rocha. Os filhos do fundador estavam presentes nesta data tão importante a todos.



O presidente da Casa do Caminho Alan Kardec (também filho do Sr. Sebastião) esteve presente e parabenizou a todos pela data. Relatou os trabalhos que são realizados na casa do Caminho e convidou a todos para visitar as reuniões e participar das atividades da Casa.

Nosso irmão vice presidente Alan de Matos, falou com carinho e muita emoção sobre a data e outros irmãos pediram a palavra, em todos os depoimentos a gratidão e o amor pela casa foi dominante.

Logo em seguida nosso irmão presidente fez a prece de encerramento e todos na mais completa união rogaram a Deus e Irmã Lavínia que por muitos e muitos anos esta Casa continue sendo um porto seguro para nossas vidas materiais e espirituais. Assim que encerrou a reunião nossos irmãos foram recepcionados nas dependências da cozinha com um bolo.


Feito com muito carinho por nossas irmãs Dirce, Abigail e Marta.


Nossos agradecimentos aos coordenadores que organizaram o cerimonial.


E também ao presidente João Barboza que apoiou todas as etapas do evento. Aos fundadores que agora se encontram na pátria espiritual nossos sinceros agradecimentos e nosso amor a todos vocês. E que Irmã Lavínia nos dê oportunidade de continuar a tarefa iniciada com tanto amor e dedicação.
SOCIEDADE ESPÍRITA IRMÃ LAVÍNIA 56 ANOS DE AMOR A HUMANIDADE

26.7.08


Teddy Gram Note Generator



Se você tem alguma sugestão de entrevista ou assuntos
que queira ver no nosso blogger, entre em contato;
irmalavinia.se@gmail.com

19.7.08

Nota da Redação

Prezados amigos, uma pequena explicação sobre um blogger.
A postagem (publicação) de um blog, normalmente é feita no sentido de baixo para cima, por exemplo: Um texto com cinco parágrafos se colocarmos em ordem numérica o 1º parágrafo seria o 5º e o 5º seria o primeiro, causando falta de continuidade ao texto.
Invertemos as postagens para que todos os assuntos fiquem claros e contínuos. Mas excepcionalmente publicamos as respostas de nosso entrevistado da forma original de postagens do blog. Como é uma entrevista, envolvente e muito emocionante nossos conselheiros pediram que a entrevista fosse para o blog na íntegra. Então, a publicamos divididas em três partes para que todos possam conhecer nosso entrevistado.
Por isso compreendam que haverá - III parte - II parte - I parte. Caso as postagens cheguem ao limite de caracteres a página automaticamente entrara em arquivo, mas, não se preocupe estaremos atentos e reorganizaremos para que todas as partes fiquem juntas e possam ser lidas em seqüência.A última parte da entrevista esta publicada abaixo, então uma boa leitura a todos. Os editores

Entrevista - Alan de Matos Jorge. Parte Final


Alan e Carolina(namorada) Daise(cunhada) Helena(mãe)
SEIL – Você conheceu os fundadores da Casa?

Alan: Sim. Conforme narrado acima, tive a felicidade de ter um longo período de convivência com o Sr. Sebastião e com a Dona Geralda Fernandes. Tinha e tenho até hoje o Sr. Sebastião como um grande e verdadeiro avô. Com a Dona Geralda aprendi as lições do Evangelho de Jesus, pois ela era quem sempre lia o Evangelho nas reuniões públicas, só não exercendo mais esse trabalho Divino quando a enfermidade se instalou de forma mais acentuada em seu corpo físico.
Em relação ao Sr. Sebastião, guardo a doce lembrança de um “paizão”, de um grande homem que estava sempre pronto a ajudar o povo da Irmã Lavínia e que tinha a todos como filhos e netos. Sou extremamente agradecido a Deus por ter me possibilitado a convivência com estas pessoas e com todos os demais irmãos de nossa Casa, pessoas estas que foram fundamentais na formação daquilo em que eu me tornei.


Marcílio,Julieta Rocha(esposa do fundador da SEIl.)Alan.

SEIL–Além de outros, o Senhor também contribui com a Casa, atuando como Advogado. O que o Senhor gostaria de falar sobre esta tarefa?

Alan–Esta é uma tarefa extremamente dignificante. A faço com todo o prazer e satisfação, ciente de que este pequenino trabalho não retribui, de forma alguma, o grande débito que eu tenho com a Casa da Irmã Lavínia, casa esta que me ajudou e continua me ajudando em todos as questões de minha vida.

Jurandy Jorge(esquerda)João Gomes(centro) Alan
SEIL – Passe uma mensagem aos nossos leitores

Alan: Por toda a história aqui contada, tenho a certeza que os irmãos concluem comigo que eu sou um filho desta Casa de Oração. Cresci, me desenvolvi e em todas as etapas de minha vida tive a ajuda e o apóio da Irmã Lavínia, dos amigos espirituais e de todos os irmãos encarnados desta casa, pessoas que eu admiro e tenho grande gratidão por tudo o que fizeram por mim. Nunca me arrependi de ter seguido o caminho do espiritismo e ter optado por ser um trabalhador desta Casa. Muito pelo contrário, o Espiritismo e a Casa da Irmã Lavínia são duas grandes bases extremamente sólidas (ao lado de minha família) que foram e são o sustentáculo de minha vida.
Desta forma, a minha mensagem final é no sentido de estimular os jovens a continuarem trilhando o caminho do Espiritismo e a continuarem freqüentando cada vez mais a nossa Casa, participando de todos os trabalhos possíveis.
Para os pais, espero que a minha história possa servir como estímulo para que tragam cada vez mais seus filhos para a nossa Casa de Oração com o fim de que eles possam aprender as mesmas lições que eu aprendi e possam ter suas vidas construídas sobre esta sólida base chamada espiritismo.
Que a luz de Nosso Senhor Jesus Cristo ilumine o caminho de todos os freqüentadores da Casa de Oração da Irmã Lavínia hoje e sempre.

Chegamos ao final da entrevista, e temos certeza que todos ficamos emocionados com a trajetória de nosso irmão e seus familiares aqui em nossa casa.

12.7.08

Entrevista - Alan de Matos Jorge. II Parte



SEIL - Conte-nos um pouco da sua história em nossa Casa.

Alan: Bom, contada a história de meus pais, tenho agora a condição necessária para contar a minha história em nossa Casa.
Como já dito acima, comecei a freqüentar a Casa da Irmã Lavínia ainda dentro da barriga de minha mãe, tendo em vista os inúmeros problemas de saúde de meu pai. Após a resolução do problema da perna esquerda de meu pai (como narrado acima), minha família começou a freqüentar e a se dedicar aos trabalhos da Casa.
Meus pais me contaram que quando eu tinha 6 anos de idade passei também a freqüentar as missas da Igreja Católica de nosso Bairro (São Geraldo). Em pouco tempo eu já estava ajudando o padre nas missas e me engajando cada vez mais nos trabalhos da Igreja. Meus pais ficaram extremamente preocupados com tal situação, pois eu já dizia até que queria ser Padre! Quando eu tinha 7 anos, meus pais conversaram com o Sr. Sebastião expondo tal situação. O Sr. Sebastião então pediu que eles me levassem ao Centro em um Domingo para que ele pudesse conversar comigo. Ao chegar ao Centro no Domingo, o Sr. Sebastião me sentou em sua perna e conversou detidamente comigo, perguntando se eu queria ajudar nas atividades da Casa e nos trabalhos que eram desenvolvidos aos Domingos. Meus pais disseram que eu concordei com tudo o que o Sr. Sebastião disse e que a partir daquele Domingo eu passei a ir assiduamente às reuniões públicas e sempre ia com meu pai ao Centro nos Domingos, não retornando mais à Igreja Católica.
Comecei freqüentando a aula de moral cristã que naquela época era ministrada aos Domingos. Fiquei longo período aprendendo as lições básicas do Mestre Jesus, lições estas que foram inicialmente ministradas pela irmã Geralda Fernandes e posteriormente pela irmã Luiza.
Passado mais um tempo, eu comecei a trabalhar junto aos “homens” no serviço da construção/ampliação da nossa casa, ajudando a encher e carregar latas de concreto; “virar” (misturar) massas de concreto; carregar tijolos, brita, areia etc, estando sempre ao lado de meu pai e do Sr. Sebastião, pessoa a quem eu passei a considerar, ter e a chamar de “avô”. Na época de tais serviços eu ainda era um pequeno e franzino menino, de forma que a Dona Geralda me chamava de “mascote” do Centro Irmã Lavínia.

(Obra SEIl 2008)

O tempo foi passando e eu fui me engajando cada vez mais nas atividades de nossa Casa. Quando adolescente passei a ficar na “gurita” (aquele lugar do salão de reuniões públicas onde se deixa os pedidos de irradiação, se pega papel, caneta etc – hoje eu não consigo sequer entrar lá pois fiquei muito “grande”) e auxiliava no que podia nas reuniões públicas.

Com 14 anos de idade comecei a estudar à noite, o que me impossibilitou de continuar indo a todas as reuniões públicas. Desta forma, procurei ajudar em outras atividades que eram realizadas aos sábados e Domingos. Comecei a freqüentar o grupo de jovens e continuava indo aos Domingos para ajudar nos trabalhos de construção/manutenção da Casa.
Ia com minha mãe ajudar na realização e distribuição de uma sopa que era feita aos sábados. Posteriormente, o Sr. Sebastião fez a implementação do trabalho de distribuição de pães e de café com leite aos irmãos menos favorecidos (a conhecida “Ronda da Caridade”). Compareci com minha mãe na realização do “primeiro café”, ajudando por vários meses e em todos os períodos de férias que eu tinha. Nesta época, lembro-me que a minha maior vontade era sair para a Rua com os Homens para ajudar na distribuição. No entanto, O Sr. Sebastião não deixava eu ir na Kombi para a distribuição, com toda a razão pois eu ainda era apenas um adolescente. Tal autorização só veio por volta dos meus 17 anos, quando então eu pude sair e fazer parte da distribuição junto aos irmãos de boa vontade, entre eles o Sr. VALDEVINO DOS SANTOS.

Ser humano extraordinário com quem aprendi lições práticas de humildade, fraternidade, caridade e fé inabalável. Após os 18 anos, comparecia nas reuniões públicas e ajudava na campanha da Ronda da Caridade apenas nos períodos de férias, uma vez que passei a estudar somente a noite para trabalhar ao longo do dia.

Ajudava naquilo que eu podia, comecei a freqüentar as reuniões de sábado que eram dirigidas pelo irmão João Barboza, indivíduo notável com quem aprendi preciosas lições de vida material e espiritual.

Comecei, no sábado, um processo de aprendizagem e a tomar a coragem de tentar ler e explicar as obras básicas. O coração disparava e gaguejava muito, mas ao longo dos tempos a situação foi melhorando um pouco. Comecei a trabalhar nos setores administrativos de nossa Casa, sendo inicialmente 2º Secretário e posteriormente 1º Secretário ao longo de vários anos. Atualmente sou o 1º Vice-Presidente e um dos advogados de contribuem em nossa Casa.

Entrevista Alan de Matos Jorge fim da II Parte

5.7.08

Notícias da Casa - Entrevista Alan de Matos

Este mês entrevistamos nosso Vice-Presidente Sr. Alan de Matos Jorge. Excepcionalmente vamos dividir a entrevista em etapas, uma entrevista marcante e envolvente da trajetória de nosso irmão em nossa casa.

I Parte
SEIL - Como o Senhor conheceu a Sociedade Espírita Irmã Lavínia?

Alan: A exemplo de outros inúmeros irmãos conheci a Casa de oração da Irmã Lavínia através da “dor” e do “amor” (isto me faz lembrar aquele velho ditado entre os espíritas: se você não conhece o espiritismo pelo “amor”, poderá conhecê-lo pela “dor”).
No entanto, o que existe de diferente na minha história é que eu conheci a Casa da Irmã Lavínia através da “dor” e do “amor” de outras pessoas, no caso, meus pais, Jurandy Jorge e Helena de Matos Jorge.
Desta forma, para poder contar a minha história em nossa Casa, preciso contar antes, ainda que rapidamente, uma outra história emocionante que é a história de como os meus pais (Jurandy e Helena) conheceram a Casa de oração da Irmã Lavínia. Vamos a ela:
Em 1968 meus pais se casaram e, a exemplo do que ocorre com muitos brasileiros, viveram sempre uma vida com muitas dificuldades e privações. Em 1969 tiveram o seu primeiro filho (meu irmão Marcílio) e em 1970 o seu segundo (meu irmão Marlon).


Marcílio(acima a direita)Marlon (abaixo)


Meu pai Jurandy sempre trabalhou no serviço pesado da construção civil. Na década de 70 foi acometido por uma enfermidade extremamente séria no coração, enfermidade esta que foi se agravando ao longo dos anos sendo que, no ano de 1977, meu pai foi aposentado por invalidez com apenas 35 anos de idade. Seu coração era tão inchado que ele só conseguia dormir encostado (ele não conseguia dormir deitado por causa do coração inchado). Tomava remédios controlados de 8 em 8 horas.
O primeiro contato de meus pais com a Casa da Irmã Lavínia se deu no final de 1977, através de um convite feito pela nossa querida irmã EDITE SIMÕES,

que era (e ainda é) nossa vizinha, para o comparecimento em uma reunião pública (naquela época, as reuniões eram feitas no salão de baixo, pois o segundo andar da casa ainda estava em construção). Meus pais, já na primeira reunião, foram recebidos calorosamente pelo Presidente Fundador de nossa Casa, Sr. Sebastião Avelino Rocha, que os orientou a entrar e assistir à reunião pública.
Ao longo de 6 meses meus pais freqüentaram as reuniões públicas, sendo que neste período minha mãe já estava grávida de mim. Por isso, posso dizer hoje que eu já freqüentava a nossa casa antes mesmo de nascer! Eu nasci no dia 22 de julho de 1978.
Pois bem, em uma das reuniões públicas foi deixada na mesa uma mensagem psicografada com a oferta de uma cirurgia espiritual de coração, em nome de meu pai Jurandy Jorge.
Após as preparações devidas, a cirurgia espiritual no coração de meu pai aconteceu no início do ano de 1979, já no salão superior. Tal cirurgia contou com a presença do Sr. Sebastião, da nossa sempre lembrada irmã Dona Geralda Fernandes, do médium Muzio Ambrózio, da irmã Conceição Modesta, de minha mãe e de outros trabalhadores abnegados.
Após 6 meses da realização da cirurgia meu pai ficou completamente curado, cessando completamente o uso de qualquer medicamento. Meus pais ficaram freqüentando a Casa ainda por um período de 5 meses e depois simplesmente pararam de freqüentar a casa. Procuraram ajuda, encontraram a cura e depois abandonaram a casa.
Ficaram fora de nossa Casa de Oração durante 2 anos. No final destes 2 anos, meu pai Jurandy foi novamente acometido por outra séria enfermidade na coluna que provocou o encolhimento do nervo de sua pena esquerda em 2 centímetros.
Após longo tratamento no Hospital São Lucas, o médico optou pela realização de um procedimento cirúrgico visando a AMPUTAÇÃO DA PERNA ESQUERDA de meu pai 10 centímetros abaixo do joelho. Meu pai não compareceu na data marcada para a realização da cirurgia e decidiu procurar um médico particular.
Passados 6 meses de atendimento, em uma terça-feira pela manhã, o médico deu outra guia para meu pai visando novamente a AMPUTAÇÃO DE SUA PERNA ESQUERDA, desta vez 10 centímetros acima do joelho. Como o caso era grave, a cirurgia foi marcada para o dia seguinte (quarta-feira).
Meu pai voltou para a casa e neste mesmo dia (terça-feira), na parte da tarde, recebeu a visita inesperada do Sr. Sebastião que, entrando em nossa casa, encontrou meu pai deitado no sofá da sala e disse: “Eu não vim te visitar; vim mandado pelos espíritos para te dar um recado: você não vai fazer a cirurgia marcada para amanha e vocês vão comparecer no Centro na reunião de amanha (quarta-feira)”.
Diante de tal recado, meu pai não compareceu para a realização da cirurgia e meus pais foram ao Centro na quarta-feira para conversar com o Sr. Sebastião que disse ao meu pai: “Olha filho, você até agora tem duas opções: cadeira de rodas ou cemitério. Mas Deus não falou que não tem jeito não!”. Durante 6 meses meu pai foi tratado pessoalmente pelo Sr. Sebastião sendo que, ao final deste período, já estava completamente curado.
A partir daí, meus pais se tornaram freqüentadores assíduos da Casa de Oração da Irmã Lavínia e passaram a fazer parte de praticamente todas as atividades da Casa, sendo que até hoje, são trabalhadores de nossa casa, juntamente com outros irmãos abnegados.
Agora acredito que os irmãos entenderam o porquê eu disse no início que eu conheci o espiritismo e nossa Casa de Oração através da “dor” e do “amor” de outras pessoas (meus pais).
Helena de Matos (abaixo)



Jurandy Jorge(acima ao centro)

Fim da primeira parte.